segunda-feira, 12 de agosto de 2019

O QUE TE MOVE?

Data estelar - 12082019.09 - Capitan´s log ... "... A inércia ainda nos leva para algum lugar, porém não duraremos para chegar até lá; Definimos as resoluções, agora é colocar em prática e andar com as próprias forças."

Fiquei um tempo sem escrever aqui; Até fiz um ensaio falando da Odisseia, um episódio onde Odisseu (Ulisses) tem de enfrentar Polifemo - ver post anterior - e talvez volte a escrever sobre outros episódios "homéricos", porém hoje decidi voltar a ligar o reator e dar energia às naceles, voltar ao caminho, voltar a expressar o que penso e sinto (ou seria o contrário?).

Então a pergunta do título do post: O que te move?

A mim, a curiosidade. Tacanho ou medíocre, sei lá, mas é o que me tira da zona de conforto e me leva para outra parte do universo - ou multiverso (veja no oráculo moderno - Google - teoria quântica) a ponto que quando penso que volto, aquilo que era já não é mais... nem a zona de conforto e nem eu.

Mas o processo não se resume a simplesmente se levantar e ir... é preciso um gatilho: a vontade. E, essa, de um propósito.

Ver isso, acho, é o mais difícil. Sim, porque é aí que mora a causa primária de todas as decepções: esperar que o "multiverso" mude conforme as nossas vontades.

Ainda vou um pouco mais adiante, me permitam; Ao me mover, seja porque decidi fazê-lo, seja porque a água ou um  pé alheio bateu na bunda (pode dar risada das minhas jocosisses, eu dou conta), assumo a responsabilidade de todas as consequências que ele ocasionará - é como o efeito dominó ou avalanche, dependendo dessas consequências.

Outro tempo, lá atrás, eu postei uma musica do Alan Parsons "Nothing left to loose" (tem no Vagalume pra quem quiser checar) que me definiu por um tempo; Segue a tradução (algumas frases):

Nothing Left to Lose
...
Você deve se afastar porque não há nada mais a dizer
Você deu o melhor que tinha para dar
Você tinha apenas uma vida para viver
Você lutou tanto que você era um escravo
depois de tudo que você se dedicou, não havia mais nada a salvar
Você não tem nada a perder...
...
Não, você não tem nada a perder, quem gostaria de estar em seu lugar?
Você leu o livro, você virou a página
Você mudou sua vida de diferentes (mil) maneiras
O surgimento da razão ilumina seus olhos
Com esta chave você se dá conta
Para o mundo dos sábios...
...
Sem riscos, você nada ganhará
Não existem mais dúvidas
Nada sagrado ou profano
tudo a ganhar
Porque você não tem mais nada


Mas, com o movimento, mudei de lugar e também mudei por dentro.

Agora, a que mais faz sentido para mim é a Faith of the Hearth... a versão que gosto mais é a do Russel Watson...

Fé no coração

...
Faz muito tempo
Mas minha hora finalmente se aproxima
E eu posso sentir a mudança no vento agora
Nada está no meu caminho
E eles não vão mais me segurar
Não eles não vão me segurar
...
Porque eu tenho fé no meu coração
Eu vou para onde meu coração me levar
Eu tenho fé para acreditar
Que posso fazer qualquer coisa
Eu tenho força em minha alma
E ninguém vai me torcer ou barrar
Eu posso alcançar qualquer estrela
Porque tenho fé no meu coração
Tem sido uma longa noite
Tentando achar meu caminho
Passei por trevas
Agora eu finalmente tenho meu dia
E eu vou ver meu sonho ganhar vida afinal
Eu vou tocar o céu
E eles não vão mais me segurar
Não, eles não vão me fazer mudar de ideia.
...
Eu sei que o vento está tão frio
Já vi dias negros
Mas agora os ventos que sinto
São apenas ventos de mudança
Eu cruzei o fogo
E eu atravessei a chuva
Mas eu ficarei bem.

Quando me referi à desilusão, o fiz porque depositamos a esperança no lugar errado, ou seja, no outro. Daí ele faz diferente, achamos que não quis ler o script ou que é descaso mesmo... enfim, desilusão e tristeza. Mas, quem tem, mesmo, que sair do lugar?

As minhas obrigações profissionais exigem estudo, as intelectuais mais ainda... e não farei bem a primeira se não tiver a segunda; Ambas só acontecem se houver movimento, sair do lugar comum, se expor, se ralar - olha outro clichê de segunda mão: "rala que rola".

Mas, falando sério: "Pra que tanto esforço se não tiver uso prático?"

E aí, querido leitor, é que fica ainda pior... achar a prática num mar de teorias, pressupostos, mal entendidos e outras bobagens sofísticas (me refiro àqueles a quem Sócrates odiava).

E, talvez, somente talvez... a saída ou a liberação dessa gaiola mental seja simplesmente ir porque se quer ir; Pelo divertimento de saber algo que não saberia se não saísse. Se ralou e doeu, vai curar e, a gente, aprende que as vezes o outro é áspero porque embruteceu ou consolidou seu coração em uma pedra. E isso acontece porque tem muita gente irresponsável pela vida a fora - e não podemos nos excluir delas - que pouco se importa com o sentimento do outro. As vezes somos os feridos, noutras quem fere. Porém, a cada "ralada" o couro fica mais grosso, garanto.

Para encerrar, o último clichê de segunda mão: "A mudança é a única constante no universo".

Tenho dito!




2 comentários:

Mary Elen disse...

Ufa!!! Consegui "acompanha o raciocínio"! PARABÉNS!!!. Desejo que perca mais noites de sono rs... ( só assim virá aqui nos escrever lindamente)!!!

Unknown disse...

Ah as mudanças!!!! Elas aparecem em determinado momento de nossas vidas, não podemos ficar estacionários, tudo levará ao progresso, somos empurrados a isso. A verdade é: só eu me modifico, e somos compelidos a isso, ou então vamos viver no ostracismo....me pergunto, é isso que vc quer????? Que neste momento possamos ser, esse ser totalmente novo, disposto a evolução. Que os bons ventos nós ajudem. Obrigada por me adicionar! Bjs