quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nothing left to loose - Alan Parsons

Nothing's good the news is bad
The heat goes on and it drives you mad
Scornful thoughts that fly your way
You should turn away cause there's nothing more to say

You gave the best you had to give
You only had one life to live
You fought so hard you were a slave
After all you gave there was nothing left to save

You've got nothing left to lose (you've got nothing left to lose)
No you've got nothing left to lose (who'd wanna be standing in your shoes)

You read the book you turn the page
You change your life in a thousand ways
The dawn of reason lights your eyes
With the key you realize

To the kingdom of the wise
You've got nothing left to lose (you've got nothing left to lose)
No you've got nothing left to lose (who'd wanna be standing in your shoes)
Nothing ventured nothing gained
No more lingering doubt remained
Nothing sacred or profane Everything to gain
Cause you've nothing left

Passei a noite procurando tu

Data Estelar 10042007
"Diário do Capitão - Perdemos contato com a equipe de pesquisa que desceu a superfície. Enviamos então um grupo de busca e estamos monitorando os sinais de vida. Talvez seja como procurar uma agulha no palheiro mas não vamos desistir até achá-los ..."

Outro dia perdí o clipe que faz parte da capa do meu celular. Sei lá, achei que ele estava "clipado" numa calça que estava usando e depois ele sumiu. Eu achava um saco andar com aquele celular balançando na cintura mas é pior agora ter de levá-lo sem clipar no cinto. É o velho dilema: "Ruim com ele, pior sem ele".
Quando eu era criança - nem sei se deixei de ser, confesso - parecia que tinha um gnomo sacana que vivia desparecendo com os carrinhos e peças dos meus brinquedos prediletos. Certa feita fiquei de mal com ele e xinguei pra valer o tal "leprechau" filho da p...!!! Caraca, ele sumiu com o match 5!!! justo ele?
Ah! teve aquela vez que sumiu o controle remoto da tv da sala... Não foi o gnomo, caiu entre o braço do sofá e o acento... sem graça, mas encheu o saco ficar levantando cada vez que se queria mudar de canal ou aumentar/diminuir o volume do som.
E quando perdí uma nota de 50 paus? Isso mesmo, perdí uma nota de 50 mangos!!! O pior é que eu contava com ela no bolso e estava no supermercado, na fila do caixa. Bem... dei um perdido... larguei tudo no carrinho e fiz de conta que me chamaram com urgência.
Semelhante ao caso da nota de 50, foi quando eu perdí um talão com 22 folhas de tíquete refeição e olha a ironia: foi no primeiro dia de férias. Vinte e duas folhinhas de vale coxinha assim, se foram, sem dizer adeus ou mandar notícias.
Documentos, cartões de crédito, caneta Mont Blanc - perdí uma, pode? - guarda-chuva, óculos de sol, boné, relógio (e a hora também, risos), CDs, chaves do carro, carteira, tíquete do estacionamento... Esse quando se perde é de lascar... imagina a cena, se você nunca passou por isso: "... ô moça, perdí o tíquete... ah é? sei... sabe?... coloque o carro alí no espaço a direita por favor... sim... e, agora?... aguarde por favor... pffff tafff! - som do walkie talkie - 527? aqui é 964... pfff tafff! 964? 527 na escuta pffff! - tem um 23 aqui que perdeu o 74... pffft! ôôôô... solicita presença do 441...pffft! entendido 527...pffff tafff!... Senhor, para ir agilizando (adoram falar no gerúndio) o senhor pode apresentar o seu RG e o documento do carro?... ok... RG.... documento do carro...Pffft! 441?... aqui é 964... pffft!... Senhor, o documento do carro não está no seu nome... como posso saber se é o verdadeiro dono do carro?... Pffft taffft! 964, 441 na escuta...ô moça, se eu fosse roubar essa tranqueira aqui lhe garanto que não pararia para avisar que não tinha o tíquete... pifffft taffft! 964? pede para o 23 subir na administração e preencher o 665...pffft taffft! compreendido 441, 964 na escuta e operante pfffft taffft! ".
Sabe, as vezes tudo que precisamos é perder o juízo. Quando perdemos ele é que achamos o que estávamos procurando, batata!

Carolina - Seu Jorge

Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que não vou te enganar
Maravilha feminina, meu docinho de pavê
Inteligente, ela é muito sensual
Eu te confesso que estou apaixonado por você

Ô Carolina isso é muito natural
Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você

De segunda a segunda eu fico louco pra te ver
Quanto eu te ligo você quase nunca está
Isso era outra coisa que eu queria te dizer não temos tempo
Então melhor deixar pra lá
A princípio no Domingo o que você quer fazer
Faça um pedido que eu irei realizar
Olha aí amigo eu digo que ela só me dá prazer
Essa mina Carolina é de abalar

Ô Carolina eu preciso de você
Ô Carolina não vou suportar não te ver
Ô Carolina eu preciso te falar
Ô Carolina eu vou amar você
Carolina, Carolina Carolina, preciso te encontrar
Carolina, me sinto muito só
Carolina, preciso te dizer
Ô Carolina eu só quero amar você

Carol, Carol, Carol, ...

Porres na vida

Data Estelar 09042007
"Diário do Capitão - Recebemos um suprimento extra de cerveja romulana para festejar o primeiro aniversário da nossa missão no espaço profundo. A única preocupação que temos é que o efeito do alcool dura 10 vezes mais que o da cerveja da terra..."



Um cara aos 21 anos deve aprender a beber caso contrário será um chato que vive vomitando em todos os cantos. Aos 31 deve aprender a parar se não vai virar um alcoolatra. Aos 41... bem, aí ele descobre quando "não quer" parar - a coisa é especial.
Pois bem, haja porre!
Eu tinha cerca de 13 anos quando saí com os amigos e expeimentei tomar uma cervejinha pela primeira vez. Vou ser sincero, me deu vontade de pedir uma coca-cola, mas a experiência era um ritual de passagem, coisa comum na adolescência que quer transgredir um pouco.
Olha, nunca quis saber de cigarros (nem sei fumar), drogas? nem pensar. Mas gosto de beber uma cerveja bem gelada ou o meu 12 anos predileto e hoje, aos 41, posso dizer que se decidir não parar vai ser para valer. Nunca perdí o controle, é verdade, pois não sou daqueles chatos que não se medem e nem se enxergam e tampouco dei entrada no PS em coma alcóolico.
Foi uma estrada bem percorrida. Na adolescência agente bebe de tudo. Já tomei cachaça (pinga de cabeça inclusa), vermute, ron (rum) com e sem coca-cola, cerveja, porradinha (uma mistura de soda limonada e pinga que se chacoalha e toma de uma vez só), rabo de galo... vinho sem vergonha (que me deixou com vergonha depois), chapagne mosquitinho e caipirinha de tudo quanto é base - pinga, vodka, rum, com limão, kiwi, morango, sem fruta nenhuma, sem gelo, sem açúcar - ôpa! aí é pura mesmo!
Um dos meus memoráveis porres - o único que terei coragem de contar num post nesse blog - aconteceu em Nova Iorque e a vítima foi a minha querida irmãzinha Dai. Tudo começou com o namorado dela querendo tomar a famosa caipirinha na rua 46. Fomos lá... a primeira rodada foi um desastre! o restaurante de comida brasileira que escolhemos serviu uma "coisa" que não era a caipirinha... era um suco de limão com pinga, açúcar e gelo. Foi como insultar o James Bond com um martini batido (ele só toma mexido). Protestei! Cadê o ritual do socar o limão descascado com açúcar e pinga, devagar e com a mistura certa? a adição do gelo para dar o toque de coquetel? Resposta do barman (era de Governador Valadares/Minas): "nem a pau!".
Com o jantar (moqueca à baiana) vieram as latinhas de cerveja brasileira envasilhadas em Porto Rico - descobrí quando tentei ler algumas palavras escritas com erros de português. Tomamos todas e aí o rapaz se emplogou e nos convidou (intimou) para conhecer as bebidas irlandesas (ele era descendente de irlandeses)... fomos alegres a cantar para um irish pub.
Começamos bem... Guinness (parece suco de alcatrão e só desce melhor depois do terceiro gole) e quando o barman descobriu que éramos do Brasil (uma moça no balcão era fã do sepultura) promoveu "umas" rodadas de Jameson para comemorar - para desespero da minha irmã.
Voltamos para casa de taxi (ela não daria conta de empurrar dois marmanjos metrô abaixo) e só me lembro que o motorista vinha do mesmo lugar que a cerveja pseudo-brasileira... ah! me lembro também da cara da Dai ...
Deitado na cama olhando o teto comecei a dar risadas. Foi a primeira vez que ví um ventilador parado com um teto girando.
"Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não; cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão..."

Exato como sonhar

Data Estelar 01042007
"Diário do Capitão - Voltamos à doca estelar. Há reparos urgentes para fazermos, recebermos os suplentes daqueles que não voltaram concosco, ajustes nos sisitemas e abastecimento do armamento da nave. Enquanto isso acontece, entregarei os meus relatórios e prestarei esclarecimentos ao comando da frota..."


Sabe aqueles dias que o relógio marca as horas do planeta saturno e não da terra? Ou melhor, quando se tem a impressão de que o tempo perde o significado e ao invés de números das horas o mostrador indica o quanto de atraso?
O gozado é que corro então para reorganizar a rotina. Descubro que o tal relógio maluco foi bonzinho comigo. Na verdade, tudo muda o tempo todo, menos o ponto de vista que tenho. Assim, ou dou conta de ficar revendo tudo o tempo todo ou desisto e sigo adiante do jeito que der.
Não me incomodo mais com o que passou. Não faz sentido. O que passou deixou a lição que só vai se repetir se eu não tiver aprendido ela. O que me importa é com o que vem pela frente. Assim, a pergunta chave é: "Quanto tempo me resta?" No fundo, queria muito ter aquela bola de cristal mas vou ter de acordar daqui a pouco e viver a realidade. Outro dia na terapia ouvi exemplo de como as pessoas vivem - por favor, se isso que vou contar agora lhe fizer sentido, não procure um terapeuta, ok? - Era parte de uma preleção que um pastor fazia durante um culto fúnebre e disse mais ou menos assim... "porque será que o ser humano sempre teima em ir na direção oposta do que se quer atingir?" (tudo bem se mesmo assim você ainda quiser procurar um terapeuta).
Talvez a resposta dessa pergunta seja também a explicação do sentido da vida - sentido como direção, mesmo. Confuso este post? Bem, daqui a pouco eu acordo, tchau.

Por onde andei - Nando Reis

(post sugerido por Déa Bacalão)


Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo as suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr'uma criança

Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava

Já é - Lulu Santos

Sei lá...
tem dias que a gente olha pra si
e se pergunta se é mesmo isso aí
que a gente achou que ia ser quando a gente crescer
e nossa história de repente ficou alguma coisa que alguem inventou
a gente não se reconhece ali
no oposto de um déjà vu

Sei lá, tem tanta coisa que a gente não diz
e se pergunta se anda feliz
com o rumo que a vida tomou, no trabalho e no amor
se a gente é dono do proprio nariz
ou espelho é que se transformou
a gente não se reconhece alí
no oposto de um vis a vis

Por isso eu quero mais
não dá pra ser depois
do que ficou pra trás
na hora que já é!

Contador não é Santo Expedito

Data Estelar 22032007
"Diário do Capitão - Não temos como atender todos os pedidos de socorro dos refugiados da Guerra Idiosincrática. Nossos compartimentos e decks de carga estão abarrotados de pessoas que embarcam na nave a cada parada para deixarmos mantimentos e remédios. É uma empreitada insana para salvar toda uma civilização..."


Eu dificilmente irei escrever outro post acerca da minha profissão. Portanto este post está mais para um protesto do que para jogar conversa fora - se bem que no fim o resultado seja o mesmo.
Sou contabilista formado em 1986. Muitos confundem os títulos de contador e de técnico contábil, talvez porque o técnico contábil (curso que nasceu primeiro que o de nível superior) foi durante muito tempo o único que formava contadores - aqueles homens atarracados com uma viseira na cabeça e um "puxa mangas" parecendo uma tarja de luto nos braços e que também eram conhecidos como "guarda livros".
Pois bem, o meu pai se formou no curso técnico e era chamado de contador. As prerrogativas? Ah! no site do CRC tem elas bem explicadinhas e vou poupá-los desse empata-samba, ok?
O contabilista (contador ou técnico contábil) é um profissional injustiçado. Quando não associam a sua profissão a práticas ilícitas de sonegação e omissão de receitas, o chamam de puxa-saco do fisco porque dele sempre vem as guias de impostos para pagar. Vejam só o que me disseram outro dia na fila da Junta Comercial: "Cara, você reparou que em todo filme de gangster tem um contador que trabalha pro chefão?" Gente, sacanagem essa, né? Pior que isso só ser mesmo chamado de puxa-saco de coletor de impostos...
Tá certo que há profissionais que mancham a reputação da classe. Mas não se pode ver todos por causa de alguns. Há médicos que erram, engenheiros que prejudicam a qualidade, dentistas que escondem pequenos problemas, psicólogos que faltam com o decoro, magistrados que mentem, funcionários públicos que desrespeitam a lei, advogados que não protegem os interesses do cliente, políticos que se esquecem de quem os elegeu. Mas dá para a organização da vida coletiva abrir mão da classe médica para manter os serviços de saúde funcionando? Da capacidade de projetar e construir da engenharia? Da dedicação e melhoria da qualidade de vida por ter uma mastigação correta e com mais saúde? Do resgate emocional de quem já nem tinha mais esperança? Da proteção da lei que permite ao cidadão ter justiça? Da organização e manutenção do bem público? De se ter um defensor de seus direitos? E da voz do povo na elaboração das leis?
Também não se pode abrir mão da profissão que existe para organizar e registrar as mutações patrimoniais das entidades (empresas, instituições, pessoas e o governo) e auxiliar na aplicação correta dos cálculos tributários.
Eu poderia discorrer aqui sobre a vida de muitos colegas mas prefiro apenas ilustrar este post com algumas constatações de que não só confundem o contador com o técnico mas também o contabilista com o Santo Expedito.
1. O escritório parece com um confissionário na época do imposto de renda. As pessoas vão lá para confessar os "pecados", sob sigilo, e saem de lá com a penitência.
2. Só se lembram do contabilista quando tem um fiscal na sala de espera e o chamam como se fosse chamar um "santo" para ajudar a resolver a parada.
3. Tudo que se pede é para ontem, urgente, e quando fazemos o mais rápido possível ainda ouvimos "demorou, hein?".
4. Só ficamos com as "promessas" de que vão nos pagar em dia.
Então, se o seu "contador" pisou na bola contigo, você deve tirar isso a limpo, sem dúvida. Mas se você apenas está encucado com o trabalho dele porque a sua visão ainda está contaminada com o que a sociedade se acostumou a rotular, presta só atenção no que um contabilista faz para praticar a sua profissão:
- Lê pelo menos dois jornais por dia (um de notícias e um de informações sócio-econômicas);
- É bombardeado semanalmente com dezenas de novas normas - leis, decretos, instruções normativas, circulares, avisos... etc.;
- Cumpre prazos que ele não estabelece ou sequer é convidado a opinar;
- A cada obrigação acessória (declarações, guias informativas e formulário cadastral) tem o seu CRC e CPF como responsável pelo preenchimento - assim, se ocorrer qualquer problema com o contribuinte, ele será arrolado no processo só porque anotou o que lhe disseram que era verdade;
- É fiscalizado pelo CRC não olvidem;
- Seu mercado de trabalho é disputadíssimo e muitas vezes perde clientes para profissionais "fakes", isto é, que não possuem a capacitação técnica e o registro profissional;
- Ele paga no mínimo a anuidade profissional. Se tiver um escritório, ele tembém pagará. Alem disso, é obrigado a recolher contribuições para os sindicatos profissional e de estabelecimentos contábeis.
- Qualquer curso de reciclagem profissional de qualidade e necessário para atualizá-lo custará o equivalente a 30% do que ele ganha por mês.
Adoro o que faço. Dignifica a minha vida e provê a mesa o pão que alimenta minha família. O meu curso superior foi de Administração de empresas com ênfase em comércio exterior mas foi a contabilidade que me deu condições de crescer materialmente. Sou contabilista como foi o meu pai.

Cegos do castelo - Nando Reis

Sabe aquelas letras de músicas que tocam a alma? Pois bem, a trilha sonora da minha vida teve várias. A adolescência "Up on the roof - James Taylor" a juventude que se define com "Clube da esquina nº 2" - Milton Nascimento"... Hoje escolhí "Os cegos do castelo" do Nando Reis.
Não há muito a dizer. Aliás ela explica.

Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou

Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou

E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim

Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim

O amigo do peito

Data Estelar 15032007
"Diário do Capitão - Estivemos por um fio para sucumbir. Perdemos a força nos motores de dobra e de manobras. Nossos phasers foram danificados e só nos restaram dois torpedos photônicos e uma geno-bomba que só poderíamos utilizar em procedimento de auto-destruição. Mas, executando a última cartada no combate, surgiu do nada a tão esperada ajuda. Graças a ela conseguimos causar danos irreparáveis ao inimigo que se retirou da batalha."


"Este é o Dr. Júlio, Daniel. Ele é o advogado assistente do departamento de assuntos legais". Foi assim que fui apresentado ao Júlio, numa manhã de fevereiro de 1989. Amigo sincero e leal que tenho como irmão mais velho (mesmo tendo eu alguns anos a mais que ele). O gozado de tudo é que eu já havia ouvido falar nele quando estava trabalhando no setor de compras. Uma colega estava me contando que um funcionário da companhia iria lançar um livro de poesias... ela acrescentou as qualidades do caráter irrepreensível dele.
Pois bem, assim que comecei as minhas tarefas fui me afeiçoando a este rapaz humilde e com uma alma de luz. Como eu tratava das legalizações, registros, certidões e licenciamentos - enfim, dos documentos da companhia - fazia a complementação do trabalho dos advogados, isto é, reconhecer firmas e autenticar cópias, obter certidões de objeto e pé dos processos e encaminhar documentos para as filiais e diretoria. Assim, sempre podia contar com a ajuda desse meu irmão. Nunca deixou de elucidar uma dúvida ou de me aconselhar acerca de assuntos legais e também do coração.
Sou o primogênito de três filhos. Eu e mais duas irmãs. Adoro elas (irei falar sobre elas em breve num post aqui no blog), mas nunca pude compartilhar com um irmão as coisas de menino e, depois, de adulto. Quem tem irmão mais novo ou mais velho entende o que quero dizer. Então a amizade que desenvolvemos e a sincronia de coisas em comum nos possibilitou participarmos da vida de um e do outro. Almoçávamos juntos, as vezes com o pessoal do departamento, outras com a Luciene, moça encantadora que conquistou o coração do Julião com merecimento e hoje é sua esposa e mãe de três filhos lindos e saudáveis.
E por falar na Luciene, num desses almoços, descobrimos por acaso que conhecíamos pessoas em comum. Eu estava falando do meu sobrenome do meio, o "Carlos", que não era uma composição como Roberto Carlos, Erasmo Carlos, José Carlos (ver o post Nova Zélandia), mas que era o sobrenome que herdei do meu avô materno, João Carlos. A Luciene não se espantou com a novidade (pelo menos para mim era) e tascou sem a mínima cerimônia: "grande coisa! tive uma amiga na adolescência que também tinha uma história assim... na verdade, era esse sobrenome - Carlos...".
Pasmei. Mas perguntei o nome da amiga e aí ficamos todos pasmos... "Claudia", ela me respondeu. Claudia Carlos Saad? eu re-perguntei (nem sei se existe essa expressão)... Sim, tinha uma irmã dela... Suely?... sim, exato! Filhas da Lourdes? Como é que você sabe?... são minhas primas e tia por parte de mãe.
Antes que eu me esqueça, ela também constatou que conhecia o Martin, marido da minha irmã Daleine. Estudaram no mesmo colégio e turma no Cambuci.
Já saíamos para tomar um chopp no Pedágio e conhecia o Aroldo e o Joca, amigos muito legais e divertidos - ah, conhecia também o irmão do Júlio, o Beto - Num desses chopps, marcamos para ir no costão da Boracéia , praia de Bertioga quase em São Sebastião, para mergulhar. Antes passamos na praia da Juréia e decidimos mergulhar lá também. Tudo certo, até que eu entrei na água com um colete de neoprene, cinto de lastro e as nadadeiras, máscara e snorkel... Tá bom! as cores do colete eram roxa e verde... verde limão.
Começamos a nadar em direção ao paredão e cruzamos um canal que é o efeito da correnteza de um rio que dá na praia. O Aroldo e o Beto foram na frente e eu e o Júlio mais atrás. Então eu fiquei totalmente pra trás - não sei se pelo esforço maior por carregar tanto peso (o neoprene nos deixa mais flutuável mas o esforço para nadar é maior) ou porque o colete tinha aquelas cores e eles não quiseram aparecer junto de mim. O Júlio tem uma outra teoria. Nela, eles iam na frente para capturar os peixes que, assustados, correriam na direção contrária da que eu iria com aquele colete... mas deixa pra lá.
Ocorreu que eu perdí o fôlego. Me disseram depois que poderia ter sido um distúrbio do nervo vagal. Arranquei a máscara e acenei para o grupo que ia na frente. Só o Júlio percebeu. Voltou e me perguntou o que estava acontecendo. Expliquei e decidimos voltar para a praia. Só que o caminho da volta foi mais complicado. Não tinha forças para nadar contra a correnteza do canal e se ficasse alí iriamos ser jogados mar adentro. Nadamos em direção ao centro da baía e achamos outra correnteza que facilitou o trabalho. E nesse ponto ele falou para eu me livrar do cinto de lastro... eu falei que não podia... ele perguntou porquê... eu disse que no cinto havia uma faca de mergulho que fora presente da minha irmã Dai... @*#!%, solta essa b... aqui mesmo!... Não cara! sabe quanto custa uma dessas?... bem, continuamos a nadar e, no meio da baía, as ondas nos fizeram chegar na praia.
Lógico que o Júlio ficou p. da vida com a minha relutância em não tirar o cinto, mas pegou leve e aproveitou para tirar um barato com a minha cara nas festas até hoje contando o "causo".
Nossa amizade é sincera. Nos anos que se seguiram tive o privilégio de ser seu padrinho de casamento e acompanhar o nascimento de seus filhos. O Júlio e a Lu foram meus padrinhos de casamento também e me prestigiaram quando a Bia nasceu. Sei que ficaram muito tristes quando souberam da minha separação e o amparo que recebí me confortou demais. Hoje conto com ele na vida profissional e sempre que posso vou no seu escritório lembrar das coisas da vida e nessas oportunidades, aproveitamos para almoçar e conversar bastante.
O Júlio é uma daquelas pessoas que vão com a gente no inferno e nos ajuda a "dar um pau" no capeta. Espero ser para ele o irmão maravilhoso que é para mim.
Ah! a faca? Dei de aniversário para ele naquele ano. Ele guarda com carinho até hoje.

É goooolllll!!!!

Data Estelar 14032007
"Diário do Capitão - A tripulação encontra-se com o moral alto apesar dos reveses em nossas últimas batalhas. Nossas perdas são consideráveis mas ainda temos ânimo e capacidade de sustentar o fogo. Acreditamos que os reforços estão a caminho e que assim poderemos conquistar a vitória."


A primeira vez que chutei uma bola de futebol de verdade ela me pareceu tão pesada e tão grande que caí pra trás. Sabe aquelas bolas conhecidas como medicine boll? Com 2, 3 ou 5 quilos? Pois bem, aquela bola de capotão de cor marron me parecia uma delas. Meu pai falava: "força Dani, chuta pra mim!" Essa eu nunca mais vou esquecer.
O meu pai foi o meu grande companheiro no futebol. Ele me levava para o clube de campo todos os fins de semana e ficávamos jogando bola - eu de goleiro e ele de artilheiro. No princípio usávamos aquele brinquedo que tinham duas escadas em pé com uma outra por cima fazendo assim, o papel de traves do gol.
Em todos os passeios - principalmente para a praia - eu levava a bola. Dava para ser o Pelé, o Garrincha, o Pedro Rocha, o Leão, Mirandinha, Gilberto Sorriso, Manga, Valdir Perez, Falcão...
Numa tarde de sábado fomos ao clube. Que nada de piscina! O meu negócio era o futebol. Então fizeram um rachão no campo secundário (o clube tinha uns quatro campos de tamanho oficial) e chamaram todos para participarem da pelada. Foi o maior orgulho ir com o meu pai que jogou na linha e eu no gol... bem, o pessoal era "meio grosso" então colocavam os miúdos no gol, assim ficava mais fácil ter um placar de 7x8, 10x6, etc.
Estavamos ganhando e aí aconteceu algo que me abalou. O meu pai deu um esticão para alcançar a bola e fazer um lançamento cruzando-a na área - alguém iria cabecear para fazer gol - mas nem ví o resultado. O que ví foi o meu pai continuar em direção ao fim do campo depois do cruzamento, cair de joelhos e com o corpo para trás. Ele estava passando mal, havia perdido o fôlego. Estava completamente batido.
Corremos para ele, o ajudamos a deitar de costas para que pudesse recuperar a respiração. Demorou. Se ele estivesse infartando teria sido o fim dele.
O meu pai fumou da adolescência aos 33 anos, pelo menos um maço por dia. Eu ia com freqüência buscar seus cigarros Hollywood na venda e para complicar um pouco mais, além dele ser um contabilista e administrador de uma indústria com mais de 100 empregados numa época economicamente impossível, ele tomava suas cervejas e já havia se acomodado numa rede nas tardes de sábado há um bom tempo.
Foi apenas um susto. Ele se recuperou mas não voltou a jogar naquele dia. Eu ainda o ví jogar bola com o pessoal do Rotary mas ele ficava no gol e corria bem menos e também sua barriga havia crescido. Fomos muitas vezes ao estádio de futebol, torcíamos sempre para o mesmo time e falávamos os mesmos palavrões - que ele nunca deixou de me repreender.
O gosto por chutar a redonda, driblar, as vezes levar um "chão" ou uma trombada é mágico. Quase nos vemos como gladiadores com a determinação mas sabendo que somos iguais e lutamos sob regras.
Ainda me lembro do barulho da bola sendo espalmada para fora... chutada pelo meu pai, defendida por mim.

Primeiro passo

... depois o segundo; o terceiro e... de repente, após vários, grandes e pequenos, bons e maus, pensados ou irresponsáveis, tropeçados ou dedeslizantes como os de Fred Astaire... Chego no começo, de novo?

Sonhar e viver

Data Estelar 07032007 "Diário do capitão - Estamos em órbita do planeta M-15, um gigante gasoso e que em sua superfície, surpreendentemente, há condições para a manutenção da vida. Apesar do forte manto que envolve o planeta, há interação com a luz solar criando condições climáticas para a precipitação de chuvas e, portanto, a formação de lagos e rios. A vegetação exisitente é semelhante a encontrada na terra, o que poderá provar definitivamente a forma que o universo utiliza para espalhar a vida".


Sonhar... quem não sonha? Quem consegue viver toda a sua existência ligado à realidade sem precisar soltar as amarras da imaginação e voar alguns metros acima da sobriedade por alguns segundos ao menos? Sempre sonhei, aliás me considero um sonhador e romântico incurável (sem a mínima chance de querer procurar tratamento - risos). Acho que aprendí a sonhar com os meus brinquedos e com a televisão. Depois aproveitei para sonhar pelos capítulos das lições da escola, principalmente de geografia e de história. Imagine por alguns segundos estarmos voando pelo oceano em direção à europa, a chegada na península ibérica pela pontinha do queixo (extremo sul de Portugal), daí vamos em linha reta para oeste e vemos a Andaluzia, quente como o sentimento espanhol. Mais um pouco vemos uma cidade intrigante com uma catedral de forma surpreendente e que ainda está em construção - é Barcelona. Faremos agora uma curva para a esquerda, em direção nordeste, e entramos na Provence francesa! Os campos de alfazema! Outra curva para a esquerda e estamos na direção norte, logo vemos a cidade luz, Paris... percebe como dá para sonhar até na geografia? Lógico que um dos meus sonhos é conhecer Barcelona e a Provence, mas é justamente a vontade de sonhar que nos faz mover com as nossas forças os entraves do comodismo e da covardia. Uma vez eu sonhei em ser pai. Foi o sonho mais lindo que conseguí sonhar e realizar. Imaginei que um dia a minha esposa iria me dar a grande notícia e de quanto eu ficaria feliz. Nesse sonho eu me via cuidando da casa, das coisas e da vida para que se transformasse num ninho acolhedor. Imaginei como seria o quarto do neném (que daqui pra frente vou chamar no feminino), dos móveis, da decoração e também dos sons que iriam embalar o soninho da minha miudinha. Me via guardando a barriga da minha companheira dia e noite, como se fosse a vidinha lá dentro tão frágil que bastasse um barulho forte para que ela se afligisse. Imaginei ajudando a comprar as roupinhas, fraldas, remédios e tudo mais que faz parte. Imaginei como seria o grande dia! Ah, nesse dia - que seria o mais maravilhoso de todos - eu me imaginava alí do lado da mamãe da minha filha, mostrando a minha vontade de compartilhar a dor que eu nunca sentiria fisicamente mas que nem por isso deixaria de querer. Me imaginei todo orgulhoso segurando a minha filha nos braços e dizendo pra ela que nós a amávamos demais, demais, demais... Imaginei também o dengo, como seria o primeiro sorrisinho e depois como seria a voz dela - bem delicadinha e meiga. O dia que ela iria aprender a engatinhar e demonstrar com satisfação que ficou em pé e viu o que tinha em cima do sofá sozinha. O primeiro passo, então? Ah, quando isso acontesse eu iria estar lá e iria dizer assim: "dandar pra ganhar papá! dandar pra ganhar papá!". As brincadeiras em casa, o bibi (tico-tico), os passeios nos lugares mais legais que eu poderia imaginar, o sorriso do meu pai quando ela corresse para o colo dele e pedisse pra brincar de serra-serra serrador. Pena que essa parte do sonho não poderia ser realizada, o meu pai já havia seguido para o céu. Imaginei ainda o primeiro dia na escolinha, as brincadeiras na piscina, nos play grounds e fazendo ela dormir e zelando pelo seu soninho. A Beatriz, a minha miudinha, foi um sonho que se realizou. Quase tudo que eu havia sonhado aconteceu ou está para acontecer. E mesmo assim ainda me surpreendo todos os dias porque ela também é um sonho de filha, menina, de luz. Sonhei outras coisas que ainda não realizei e outras que me frustrei ao tentar realizar no momento errado ou, sei lá, por desatino no destino. Sabe, como disse no post "mulheres da minha vida", sempre, o que queremos, nunca é fácil. Ainda sonho, e nem tão cedo vou deixar de sonhar, pode crer. Tenho alguns sonhos modestos pois eles foram sonhados para satisfazer algumas necessidades - as de sobrevivência. Sonho com a conquista do meu espaço, quando irei ter o meu cantinho para guardar os meus livros e discos; Com um quarto para receber a Bia e um outro que o sol entra pela janela para aquecer a minha alma. Noutro sonho, me vejo escalando uma montanha para lá de cima, ver o mundo e pensar comigo que fui capaz de chegar lá pelas minhas forças e pela oportunidade que Deus me deu. Mais mundano mas nem por isso menos importante para sonhá-lo, eu me vejo dirigindo a minha Harley pela estrada com o sol poente e com o vento no rosto e, é claro, com a companheira que eu ame muito na garupa. Como diz o sábio Augusto Cury, "nunca desista de seus sonhos".

Para você dormir feliz, Bia

Que teu sono seja bom
Que através dele possas sonhar... ah! sonhar
Que nele possas descansar.
Que teus sonhos sejam bons
Que através deles possas viajar para onde quiseres... ah! viajar
Que os sonhos possas um dia realizar.
Mas recebe o meu beijo de boa noite
Que através dele possas perceber o quanto gosto de tí
Esse gostar que para mim é um sonho... ah! sonhar
que assim estou a realizar.
Boa noite, Bia

Banheiro masculino

Data Estelar 25022007
"Remanejamos parte da tripulação para novos alojamentos. Vamos receber visitas de comissões dos planetas participantes da frota estelar. Assim, muitos terão de compartilhar as mesmas instalações sanitárias o que nos obriga a separá-las por gênero - masculino e feminino".


Essa de hoje é para a mulherada em geral. Não tenho a pretensão de copiar ou imitar o impagável blog "Banheiro Feminino" e muito menos escrever coisas libidinosas acerca do genital masculino. A missão deste post é contar algumas verdades acerca do que acontece nos quadriláteros destinado ao público masculino e chamados de WCs, banheiros, lavatórios, quartinhos,vestiários, etc. Ah! não vou mencionar os mictórios que ficam em estádios de futebol ou aqueles públicos em parques e em praças porque aquilo lá não são decentes - os de estádios, por exemplo, são paredes com canaletas no chão que escoam a urina para um ralo. E os públicos-móveis? Nem acentos possuem, são duas demarcações no piso indicando onde se posicionam os pés e...
Homens em banheiro são organizados. Sim, quando os aparelhos mictórios estão ocupados, eles se organizam em uma fila igual aos aviões que estão para levantar vôo em Congonhas. Isto é, cada um na sua e com o "seu" dentro das calças, afinal só quando o avião é liberado para tomar posição e levantar vôo é é que ele mostra seu potencial e tudo isso dentro da distância regulamentar para evitar "acidentes".
Conversas que "rolam" no quadrilátero? Hum, quase nenhuma. Mas outro dia topei com um senhor conversando com o seu "dick". Prostático, ele falava pra ele assim: "ô rapaz, como é que é? vamos, só mais um pouquinho, vai?..." Coitado. No máximo que falamos no banheiro é "boa noite", "com licença" e "hã-hã".
Olhar pro lado pra saber se o seu é maior ou menor? Olha-se pro outro lado, se estiver no meio olha-se pra cima ou pro próprio, quê? sem essa!
Ah! Lava-se as mãos antes e depois, viu? E seca-se muito bem as mãos para não constranger as pessoas depois. E tem mais, não se chacoalha o coitado. No máximo, uma balançadinha pra cima e pra baixo, simples e sem muita força - ele não é badalo de sino e ninguém merece receber respingos de alheios, ok?
Banheiros de bares de balada são os mais engraçados. Conforme as horas vão passando, e os frequentadores vão ficando cada vez mais grogues, as situações vão ficando hilárias. Outro dia tinha um cara parado na frente do mictório. Com as mãos estentidas para cima, espalmadas na parede, com se estivesse empurrando algo para não cair e dizendo: "nossa! esse banheiro está balançando, né?". Tem os caras que vão pro banheiro pra ligar pra namorada - provavelmente dizendo pra elas que estão em algum compromisso, pois não sou de ficar ouvindo conversa alheia - O diacho são aqueles que vão para o banheiro pra chamar o juca ou o hugo; abraçam a privada e, começam a berrar.
Banheiros ou vestiários de academias e clubes (são similares) fazem os homens ficarem engraçados. É que acontece o seguinte: lá tiramos as roupas. Ok, precisa ver o pessoal de costas pra parede o tempo todo e, há aqueles que entram de cueca no chuveiro pra tomar banho. Ah! e os caras que usam secadores de cabelo?
WCs do trabalho: São como se fossem em casa. Escovam-se os dentes, dá pra fazer a barba, tem as brincadeiras sem graça e, como sou do tempo do telex - lembra? - era muito comum o chefe se levantar no meio do expediente com o jornal embaixo do braço dizendo pra secretária: "Ô Alice, se me chamarem diga vou passar um telex pra filial..." Pois é, depois veio a fase do fax e agora é do e-mail - será que os banheiros de escritórios tem wi-fi?
Evitamos comentar sobre a mulherada - vai lá que a moça é nemorada de um alí dentro?!? - Evitamos falar sobre futebol e política. Mas adoramos quando tem aqueles displays com os jornais do dia, abertos, com as manchetes de esportes. Higiene tem de ser o ponto forte no banheiro masculino; sem essa de urinar no chão ou ficar soltando gases empesteando o ambiente coletivo. A regra é assim: "Você faz isso em casa? Se faz, aqui não é a sua."
Por último vou discorrer sobre aquele lance muito comum na noite paulistana: "A Rapidinha no Banheiro". É verdade. Os casais vão lá e pimba! tem até banheiros com suportes especiais porque a incidência de vasos santitários quebrados e outros "acidentes" já estava calamitoso. Eu sinceramente nunca experimentei - há lugar melhor para a empreitada - e quem me disse que já experimentou afirma que foi "bizarro" - risos.
Como esse negócio de falar de assuntos "secretos" sempre parecem a primeira vista mais interessantes do que realmente são, vou abrir a sessão de perguntas a todos os visitantes do blog que quiserem perguntar algo. Se eu souber, prometo que responderei. Caso contrário, vou pesquisar e trago a resposta. Mas será por tempo limitado, ok?

Cada dia... de cada vez

Cada dia cada passo, cada um com a sua dor
Uns são onipotentes não vêem o dia passar mas sentem a sua dor
Outros seguem adiante. Sequer olham para trás. Viverão o resto de suas vidas... cada um com a sua dor.
Será que dá para o dia não passar? Será o passo tão rápido que não deixa ver a dor?
Acho que a dor é na verdade, o que faz cada um não ver o dia passar no passo apressado para não sentir doer.

Up on the roof

Data Estelar 23022007
"Diário do Capitão - Identificamos uma nova constelação no quadrante delta. Há indícios de pelo menos cinco sistemas solares com planetas classe 3 (iguais à terra). A caminho pela galáxia, esperamos conhecer novas espécies."







Certa feita eu recebi como tarefa de casa uma tradução de qualquer texto em inglês. Bem, era 1978 e eu tinha 13 anos. Ouvia rádio FM o dia todo (e a noite também, se deixassem). Uma certa balada tocava pra caramba na Transamérica FM - naquela época ela tinha um jingle de chamada bem diferente de hoje - transaméricaaa-aaa-aaa (os "as" eram musicados dando a impressão de estarem subindo e descendo).

Essa música - Up on the roof - James Taylor, tocava pelo menos umas três vezes por dia, era o maior sucesso... Então tomei simpatia e ainda fiquei fã do cara. Não, espera aí! Antes eu fiz o trabalho da escola... e adorei a letra da música! E pior, segui ao pé da letra a sugestão.

Ela dizia mais ou menos que se as coisas ficassem difíceis era só subir no telhado e ficar curtindo o céu da noite. Pois bem, lá fui de travesseiro e lençol laje de casa acima.

Olha, foi uma experiência incrível! Deitava na laje quente do quartinho de tranqueiras que ficava no piso superior da minha casa - uma espécie de terraço. Como ele não tinha telhas e era recoberto por uma camada de asfalto, uma vassourada pra tirar a poeira et voilá! O meu dormitório-observatório estava pronto. Pois bem, gostei tanto da coisa que por mais de vinte vezes fiz aquilo nas noites quentes do verão pernambucano.

A coisa era meio Saint-Exupery... porque, deitado de costas, cabeça para o norte ou o sul, o céu deixava de ser um teto, abóbada, ou melhor, do jeito que vemos... Era como se ele estivesse ao alcance da mão ao esticarmos o braço. Imagina só: o que mais ficava entre eu e os planetas, estrelas e outros corpos celestes? o ar ou a atmosfera, você vai responder, né? Tudo bem, mas é transparente e isso só ajudou na viagem.

Dormia na laje. Antes olhava bem o céu, reconhecendo as formações que sempre me acostumei a ver. Depois, ficava imaginando me lançar no espaço, desgrudando da terra... devagarzinho... chegando na lua... de lá, pegando um bom impulso, indo para marte e além...

Outra "viagem" que fazia, era ir de estrela em estrela com os olhos... fixando uma de cada vez. Já era capaz de decorar muitos caminhos. Tanto que embaralhei as constelações e juntava as estrelas de acordo com o meu senso estético (modesto eu, né?) e renominava todas elas com os nomes das meninas mais bonitas da escola. Tinha constelação Mitzi, a estrela Isis, o trio brilhante Luciana, Gabriela e Maria, e por aí ia.

Uma noite tomei o maior susto. Um gato preto veio me visitar. Sentou do meu lado e nada disse (miou). Como ele era pacífico, deixei ele ali e quando acordei já tinha ido. Sabe que nunca soube de onde vinha o tal gato? E olha que eu conhecia todo mundo na vizinhança.

E foram viagens interestelares e intergaláticas. Vi uma estrela que se movia e, como sempre passava no céu pelo mesmo caminho e bem devarzinho, descobri que se tratava de um satélite. As cadentes? vixe, Vi um montão!

Numa noite, acordei com uns pingos de chuva no rosto. O tempo fechou de repente e começou a chover. Desci da laje com um pulo e tratei de guardar o lençol e o travesseiro. Na verdade entrei para ir para o meu tedioso quarto quando dei de cara com a empregada que acordara com o baque do meu salto e subira para averiguar se não era um ladrão. Nossa! coitada da Antonia - Tonha como era chamada por nós - ela viu um vulto escuro como se vestisse uma capa andando pelo corredor em direção dela... a mulherzinha deu um berro que acordou todo mundo, inclusive o meu pai. E depois do copo dágua com açúcar e explicar que era eu com o lençol no ombro e o travesseiro embaixo do braço, é que a coitada acalmou.

O meu pai, lógico, me proibiu de subir lá de novo e, como choveu quase todas as noites daquele verão, eu não subi mais. Mas tenho saudades da brisa amiga, do barulho dos automóveis que iam cessando com o passar das horas ficando apenas o farfalhar das folhas dos coqueiros e de um ou outro latido de um cão triste por não poder ver a lua como eu via lá em cima.

É mais do que parece

Um pensamento que me faz ficar quieto, assim como se estivesse orando... é mais do que parece.
Um evento - de repente - do nada e pum!... é mais do que parece.
O sentimento... é mais do que parece.
É mais do que parece, sempre.

Nova Zélandia

Data Estelar 22022007
"A instantes de fazer o primeiro contato com uma intrigante espécie, organizamos uma pequena mostra da nossa cultura e história. Sabemos por outros povos desse lado da galáxia que eles são extremamente adaptáveis às mais diversas condições climáticas e de alimentação. Assim estamos prontos para aprender um pouco mais e trocar com eles tecnologia de como resolver problemas essenciais."


A Disneylândia é a terra do Disney, né? Então a Nova Zelândia é a dos Zés. Não se trata de piada de mal gosto ou de discriminação! por favor, muito pelo contrário, minha intenção é mostrar que há pessoas nesse nosso mundo que só poderiam ter vindo de uma terra específica tamanha capacidade de resolver problemas no nosso cotidiano com uma simplicidade e dedicação tão legais que o pior problema parece se tratar de uma bobagem qualquer.
Pois bem, esse texto trata de homenagear o Zé.
Acabei de sair de uma reforma "já que" (já que quebramos a parede, vamos fazer isso e aquilo...) e teve um rapaz que executou o serviço que fez a diferença: o Zé. Ele não é um ilustre da história nacional como o Sr. José Sarney (que não era Sarney mas era Zé) ou o notório escritor José Saramago (que também seria chamado de Zé se vivesse por essas paragens). O Zé é um cara simples. Ajudante de pedreiro, carregou latas de areia nas costas, baixou estuques com poeira negra como a noite, descascou reboco das paredes, passou com uma paciência de Jó o rejunte no piso da sala de jantar.
Tudo bem se esse é o ganha pão dele. Mas tem coisa que só a genialidade de Zé é capaz de criar. Para passar o rejunte no piso, foi preciso utilizar algo macio e resistente. Lá nos EUA também se passa rejunte no piso, então eles utilizam uma espátula de carbono e silicone que custa em torno de $ 35,00... Ah! lá também tem os Josephs, a diferença é que eles não se chamam Zés, chamam-se Joe´s. O nosso humilde Zé não tendo acesso a tal espátula, utilizou uma das sandálias hawaianas para dar cabo da tarefa - detalhe: um par de havaianas não custam nem 1/2 $ 35,00.
Viram a coisa especial dos nossos Zés? Não tem Joes que dêm conta da genialidade, adaptabilidade e determinação.
Definição de "Zé": Diminutivo, apelido ou corruptela do nome hebreu adaptado ao português como José; Apesar de exisitirem Josés em todo lugar onde se fala a língua portuguesa, essa forma em especial só é encontrada no Brasil. Crianças chamadas José, podem ser chamadas de Zezé ou Zézinho. Há quem as chamem de Zéca mas opiniões divergem nesse caso por entenderem que o nome Zéca só pode ser dado ao José que tiver o seu nome acrescido de "Carlos". Essa prática de se chamar os Josés Carlos de Zéca, tomou força nos meados da década de 60, época que o movimento da jovem guarda encabeçada pelo Roberto Carlos, cantor popular, teve maior destaque na mídia brasileira. Meninos nascidos em ambiente urbano tendem a ser chamados de Zezé enquanto que os nascidos no ambiente rural são chamadas de Zézinho. De qualquer forma, acredita-se que é a adoção do apelido que faz vingar no ser a capacidade inerentes aos Zés, pois o mesmo não é identificado aos Josés que não são conhecidos por Zés....
Zé, Zezé, Zequinha, Zézinho, Zéca... não importa, o que importa é que esses caras são geniais! Dão conta de muita coisa que Joãos, Antonios, Manoeis, Joaquins, Daniéis... sequer conseguem entender.

Estrela guia

O brilho do teu sorriso ainda que estejas longe é como o da estrela que me guia na noite. Longe ela também está mas me cativa a andar em sua direção.

A vida que tem nas coisas

Data Estelar 30122006
"Em meio a nebulosa apenas conhecida como "mundo dos esquecidos", nossa tripulação passou a ter sintomas estranhos. Alguns tiveram crises de ausência, outros estão instáveis emocionalmente. Nosso oficial de ciências e o médico de bordo estão lutando contra o tempo para descobrir a cura desse mal. Enquanto isso, eu e o resto da tripulação que não foi afetada mantemos a posição da nave visto que somos poucos para tripular a nave já tão danificada pelos recentes combates"

(Texto escrito em Chicago/EUA)

É tempo de repensar. Tempo de planejar o ano novo que vem por aí. Quem não se pegou pensando sobre o que quer e o que não quer para o próximo ano?
Dessa vez eu decidí fazer diferente. Ao invés de estabelecer um monte de coisas - inclusive as que são para satisfazer os outros - optei por quatro ou cinco objetivos somente. Também fiz outra coisa diferente, além dos objetivos, procurei conhecer o que preciso para realizá-los; nos imprevistos que sempre ocorrem e como devo lidar com eles e, ainda, com muito cuidado, também sobre os auto-boicotes - que vão acontecer quando eu estiver abrindo mão da minha zona de conforto.
Aproveitei o ensejo para riscar no meu dicionário duas palavras: postergação e procrastinação. Se tem uma coisa que nesse ano novo eu não vou dar mole é ser um Sísifo. Ele que vá resolver suas pendências com Zeus e com os corvos que lhe bicam o fígado eternamente.
Quando comecei , fui pelo caminho conhecido listando tudo que achava que serviria como objetivos. Depois de algum tempo preenchendo a lista, meu pensamento esbarrou numa porta de armário entreaberta com um objeto caído, assim como se fosse ele o motivo dela não estar fechada.
Parei e fui guardar esse tal objeto. Quando me aproximei da porta, um monte de outras coisas caíram para fora. Fui guardando tudo de novo; Eram caixas etiquetadas - empoeiradas - blusas e bonés que nunca mais usara, fotos em albuns, porta-retratos e soltas. Haviam brinquedos, cadernos da época da faculdade e livros lidos ainda naquele tempo.
Entre as caixas, uma com a tampa já bem desgastada me chamou a atenção. Dentro havia um estilingue, uma foto e uma chave. Nossa! O meu estilingue de forquilha de goiabeira e com garrote de farmácia! Quantas pedradas dei com ele... e na foto, eu menino, calção azul marinho com o estilingue no bolso, sem camisa, pés descalços, sol quente e muito cajueiro e mangueira para ir experimentar lá, nos galhos mais altos, o vento no rosto! No mesmo momento me sentí vestido com o calção azul... procurei com os dedos da mão por um pequeno rasgão na parte de trás e lá estava ele. Fruto de uma trombada ciclística fenomenal com o meu amigo Múcio (aliás, cadê aquela foto da patota toda reunida?) quando além de esfolar o "orgulho" barranco abaixo, caímos em uma enorme poça vermelha (havia chovido muito naqueles dias) . Na volta, em casa, ouvi a minha mãe gritar lá de dentro: "Do portão não passa imundo desse jeito! fica aí que eu vou buscar o esguicho pra te dar um banho aí no jardim mesmo!". Contabilizei cerca de meia-dúzia de esfolões nas pernas, cotuvêlos e na retaguarda, onde maculou o calção azul.
Olhei bem a foto do eu menino. Levava nos olhos um brilho que significava coragem e vontade de ir para o mundo. Naquele tempo tudo era aventura... uma pelada jogada na rua de terra na frente de casa era como uma final de copa do mundo... ir de bicicleta até o morro da caixa dágua era como se fossemos até os confins do mundo para olhar para além, o universo que seria descoberto um dia já adultos. Na praia, no fim de uma tarde com muito futebol, topadas nos tocos e uma ou outra fruta que pegávamos "emprestado " dum vizinho amigo, era como se fossemos corsários com o botim de batalha guardado em baús prontos para serem enterrados num local que seria demarcado num mapa.
Esse menino significava o simples, o fiel, o íntegro e o bom. Ele era o guardião do que eu tinha de mais sagrado e, com ele, sempre seguiu a chave desse tesouro. Porque será que eu esquecí dele? Não, não estou plagiando o autor da "Terra do Nunca" com o seu Peter Pan, que era o menino dele, assim como o Pequeno Príncipe era para o Saint Èxupery e o Tom Sawyer era para o Marc Twain. Eu tenho o meu próprio menino assim como você que agora está lendo este texto tem o seu ou a sua. Porque então não resgato esse menino - bem moleque - nesse ano que começa? Tenho certeza que ele tem tudo que vou precisar para dar conta de cumprir as minhas metas. Quando eu estiver cansado, ele me lembrará que quando dormir , devo querer sonhar com quem quero e, assim, despertar feliz; Quando o desespero bater, e tudo ficar escuro, ele me lembrará que é nas noites mais escuras que as estrelam brilham mais. Ele vai me proteger, pois não tem sacanagem que possa com a determinação de um moleque invocado e com um estilingue esticado pronto para disparar um petardo bem entre os olhos...
Então peguei a chave e dei pra ele.
Depois empurrei o resto para dentro do armário e fechei a porta. Já tinha o que precisava para começar o próximo ano; o primeiro do resto da minha vida.

Papai Noel enforcado

Data Estelar 25122006
"Recebemos um chamado de socorro de uma nave identificada apenas como trenó. Rumamos para as suas coordenadas para encontrá-la danificada e a deriva. Procuramos por sobreviventes"

(este texto foi escrito em Chicago/EUA)

Feliz Natal! Ho-ho-ho... É isso aí, feliz natal para todos!
Pois é pessoal, vocês tiveram tempo para observar como papai noel sofre? Presta só atenção - ainda dá tempo - tem papai noel pendurado em poste, agarrado em escada do lado de fora das casas, eternamente pendurados em pára-quedas... e o mais tétrico de todos: vodoo de papai noel ou cabeça encolhida (igual aquelas que os indígenas de uma ilha no pacífico fazem, sabe?).
Repararam também nas filas de papais noeis em shoppings? Coitados, o 13º salário já tinha ido pra cucuia, o saldo da conta-corrente e do cartão idem, ms tinham de comprar aquele presentinho que ainda faltava... e depois se conformar com o pedaço de panetone no fim de tudo - igual aquele comercial de tv bem polyana, risos.
Há ainda o papai noel a pé. Isto é, aquele que agente vê nas matérias de reportagens de tv passando pela 25 de março com um sacão enorme nas costas. Isso quando o trenó não dá pau justamente na época do natal. Já repararam como quebra carro nessa época? Ok, estão todos dentro do carro, a descida para litoral já vai começar e será uma bela semana com praia, sol e queima de fogos na passagem de ano... e o que acontece? o radiador fura, o motor rateia e não pega, a correia dentada que tem de durar 50.000 km cisma de romper... é adiada a saída indefinidamente.
Tem papai noel de aeroporto. Aliás muito em moda nesses tempos de caos aéreo no Brasil. Como embarquei pra cá no dia 24 a noite, ví vários deles sentados nas malas aguardando o check-in ouvindo a ladainha da família reclamando: "Não te disse que não ia dar certo viajar nessa época? Mas não, você teimoso..." E ninguém se lembra que o coitado empenhou até as cuecas pra levar a família naquela tão sonhada viagem pra Porto Seguro e, além de ter de se passar por burro, se viajar, vai ter de ir de sucatão com tarifa de avião zero quilômetro - e com barrinha de cereaise guaraná.
Mas vamos salvar os papais noéis!
Eles são o nosso melhor nessa vida tão difícil e cada vez menos possível! Vamos preservá-los, dizer pra eles que reconhecemos sua perseverança e abnegação. Vamos cuidar deles achando um lugarzinho no peito para guardar as boas lembranças daquele autorama ou daquela boneca beijoca que ele não deixou faltar nos natais da nossa infância. Enfim, ao menos uma vez vamos colocar a roupa vermelha e deixarmos o nosso coração ser tão bom quanto um papai noel!
Feliz Natal!!!!

Mulheres da minha vida

Data Estelar 19122006-2
"Estamos orbitando o planeta Vênus do sistema solar terrestre. Prontos para descer ao planeta, iremos complementar as pesquisas psico-quimicas acerca da dependência masculina perante as mulheres."

Pois bem, desde que eu nascí e até completar 7 meses fui amamentado pela minha mãe. Penso que ela foi a primeira mulher da minha vida...
Logo descobrí que não seria a única. Minha avó materna com aquele jeitão prático de descendentes italianos calabreses (acho que também sicilianos, pois um dos sobrenomes "bisavosos" era Palermo) que ilustrou a minha infância até os 5 anos de idade, se apresentou... a avó paterna também, mas como era uma mulher portuguesa, com certeza (ficou ruim, né?) eu é que entrei na vida dela.
Daí nasceu a minha irmã do meio. E, antes que nascesse a irmã caçula, conhecí mais algumas mulheres... as tias do jardim da infância, as tias da família, as primas mais velhas e algumas mais novas também... enfim, era mulher pra caramba!
Crescí com o contato feminino, meu pai me salvou de ser um boiola (graças a Deus! risos) por ser o principal modelo masculino na minha vida no "seio" das mulheres.
E por falar em seio, que sem-vergonhadamente vou acrescentar daqui por diante um "s" a mais, são bamboleantes ou presos (quase sufocados!), as vezes atrevidos e outras determinados, sempre presentes e era pra eles que primeiro olhava quando via alguma beldade andando em minha direção. Entrei querendo (muito) na "fase dos seios"... vixe! isso para mim -sem considerar a dependência lactante da minha terna infância - era o que fazia a diferença! Sim, claro de depois dava uma olhada no conjunto (principalmente bunda e pernas), mas a parte de cima era para onde meus irriquietos olhavam, impreterivelmente.
As primeiras namoradinhas e a minha mão boba... depois foi a cara boba e aí... ok, vou poupá-los dos detalhes sórdidos.
Da idade do ferro (adolescente só leva ferro mesmo) veio a do bronze... elegante né? Que nada. Bronze é sempre o que os terceiros lugares levam. O que eu queria mesmo era o ouro. Mas aí caiu a ficha pragmática: "sempre, o que queremos, nunca é fácil".
Bem, pintou mais uma mulher na minha vida... essa eu amei demais. Amei tanto que depois, para parar de amá-la foi doloroso e difícil. Pois com essa mulher eu aprendí a conhecer o corpo delas e se deliciar com cada curva, cada detalhe, cada suspiro, cada cheiro, cada sabor... aprendí também a reconhecer os sinais, o que lhes faz sentido, o que lhes aborrecem, o que lhes deixam inseguras, o que procuram num homeme o que desprezam também.
Depois conhecí outra mulher que me ajuda a organizar a minha vida até hoje... a minha terapeuta... Tá bom, faço terapia sim, e daí?
Outro dia topei com um blog muito legal, com um texto inteligente e sagaz, a Kátia Gomes acertou na mosca quando definiu o que uma mulher espera de um homem, definindo com exatidão a coisa "atitude".
Irrepreensível, o texto falou e disse. Só que eu fiquei a pensar numa coisa: "Sempre nos dizem que devemos fazer por merecer a mulher que amamos. Será que dizem o mesmo pra elas no que diz respeito a nós?"
Não tem jeito! Elas estiveram, estão e estarão em minha vida.
E agora? Uma miudinha, lindinha, de olhinhos azuis, com as mãozinhas estendidas pedindo colinho... papapaiêêê... pode?
"...vela de acender, vela de navegar, eu acendí e ela jogou no mar... é ela que me dá asas, é ela que me dá forças, ela me dá aqui ou em qualquer lugar!" Grande, Jorge.

De volta e meia

"Data estelar 09022007 - Com a liberação da doca estelar estamos prontos para continuar nossa missão. Agora nossa nave está abastecida e a tripulação pronta para desvendar os segredos do universo"

Olá, você que acreditou que esse blog iria voltar, o meu muito obrigado! Tive alguns percalços mas graças ao Altissimo, a vida continua e nós na estrada também.
Nos próximos posts vou resgatar os textos que foram cuidadosamente guardados para serem recolocados onde jamais deveriam ter sido retirados.
Rancores à parte, o que vale mesmo a pena é acreditar na vida! E como ela continua, vamos adiante com os borrifos de água marinha no rosto, salgada como nossas lágrimas, fria como a alma daquele que nos quer mal, e desfiadora como o desconhecido. Medo. Medo é que nos faz sobreviver. Mas o medo é apenas o meio do caminho... nas laterais ficam a empáfia e a insanidade... cada uma fatal a seu modo. No fim de tudo a recompensa de termos nos livrado do meio do caminho e chegado ao final da jornada... isto é, nos livrado do medo.
"... cacem as velas! ouçam o canto da sereia! são elas ali adiante nos dizendo onde será o nosso fim... que seja então, no mar!..."

domingo, 6 de julho de 2008

O novo porto da nau do maluco errante

Oi de terra!

Aqui é o marujo Daniel.

Aportamos agora no Blogger por ser um dos portos especializados em blogs. Neste mês de julho iremos descarregar os posts já publicados no porto anterior. Se der, postaremos alguns inéditos.

Bem, a todos o nosso obrigado pela dedicação de alguns minutos e boa leitura.

Nau Pequod