segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Palhaçada

Data Estelar 15052007
"Diário do Capitão - De volta a nossa missão de ir onde nenhum homem jamais foi, parei para refletir um pouco sobre o comportamento masculino na terra no final do século XX e início do XXI. O homem que sempre teve o seu papel de provedor da família então compartilha com a mulher essa tarefa e, conseqüentemente as que eram exclusivas dela como a manutenção da rotina da casa. O homem comum lidava com o seu dia-a-dia como um super herói enfrentando altas pressões para conseguir fazer dinheiro suficiente para pagar todas as contas; como um equilibrista mantendo tudo sob controle, cada problema, cada demanda, cada novidade... "

Respeitável público!!!! Direto da palhaçolândia, o show que todos esperavam!!!! Agora, aqui e com toda a graça do mundo!!!! OOOSSS PAAALHAAAAÇOOOSSS!!!!!!! Tem: A dupla "eu faço cócegas e ele coça"; O palhaço "cara dura"; O grupo "óia nóis de novo"; O palhaço dançante "dancei days" (assim mesmo, dancei); O palhaço piadista "Como você quer que eu te chame?";
E ainda:
O palhaço triste "Me deram um pé na bunda"; O palhaço "sou perecível - veja a validade na etiqueta"; O trio "171, Papudo e Propaganda enganosa"... Eeeeeee.... vamos aplaudir a palhaçada!!!!!!
Na verdade nós homens somos mesmo palhaços.
O triste é quando o show termina. É quando vamos para casa e lá tiramos a maquiagem, a peruca, a roupa e os sapatos de palhaço... por fim tiramos o nariz, mas só no fim. Daí nos vemos no espelho como somos sem a fantasia e sem fantasia. É duro.

É também quando nos lembramos que sempre vamos na direção oposta daquela que precisamos ir; quando deixamos de nos importar com o tempo que já se foi e então só nos interessa o quanto nos resta.

É quando nos achamos reles mortais. Aquela marretada que levamos no picadeiro durante o show se fosse dada nesse momento, morreríamos instantaneamente; o equilíbrio para andar no monociclo e para manter todos os pratos girando ao mesmo tempo em cima da vareta se vai e nos deixa inseguros - parece que sequer temos condições de andar como em uma crise de labirintite.

Os sorrisos da nossa amada platéia de amadas (e amantes) agora se resume a um lado vazio da cama e o eco da nossa ressonância.

Mas cada palhaço tem um segredo que vou contar: "nós nascemos assim, palhaços... viveremos palhaços... morreremos palhaços... mas só queremos fazer a nossa platéia sorrir".
Um beijo do palhaço Dandan

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