Marítimo solitário.
Transporta-se por oceanos
De sofrimentos e paixões.
Encontra-se com o mar,
Invadindo sua calma,
Violentando sua alma,
Com vontade de chorar.
Houvesse o infinito
Se limitado ao horizonte,
E ele estaria lá
A se perder no universo.
Porém o infinito
Mora mais longe...
E sua imaginação infantil
Ainda tenta encontrá-lo.
E as ondas arrebentam em suas faces.
As mesmas que o sol,
Árduo inimigo,
Já cansou de castigar.
As givotas,
Suas velhas companheiras,
Únicas, entre tantas,
Com as quais não dormiu...
E são elas, suas humildes confidentes,
A quem o velho marujo demente,
Chorou suas mais ardentes
Lágrimas de criança inocente.
domingo, 24 de agosto de 2008
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