quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nova Zélandia

Data Estelar 22022007
"A instantes de fazer o primeiro contato com uma intrigante espécie, organizamos uma pequena mostra da nossa cultura e história. Sabemos por outros povos desse lado da galáxia que eles são extremamente adaptáveis às mais diversas condições climáticas e de alimentação. Assim estamos prontos para aprender um pouco mais e trocar com eles tecnologia de como resolver problemas essenciais."


A Disneylândia é a terra do Disney, né? Então a Nova Zelândia é a dos Zés. Não se trata de piada de mal gosto ou de discriminação! por favor, muito pelo contrário, minha intenção é mostrar que há pessoas nesse nosso mundo que só poderiam ter vindo de uma terra específica tamanha capacidade de resolver problemas no nosso cotidiano com uma simplicidade e dedicação tão legais que o pior problema parece se tratar de uma bobagem qualquer.
Pois bem, esse texto trata de homenagear o Zé.
Acabei de sair de uma reforma "já que" (já que quebramos a parede, vamos fazer isso e aquilo...) e teve um rapaz que executou o serviço que fez a diferença: o Zé. Ele não é um ilustre da história nacional como o Sr. José Sarney (que não era Sarney mas era Zé) ou o notório escritor José Saramago (que também seria chamado de Zé se vivesse por essas paragens). O Zé é um cara simples. Ajudante de pedreiro, carregou latas de areia nas costas, baixou estuques com poeira negra como a noite, descascou reboco das paredes, passou com uma paciência de Jó o rejunte no piso da sala de jantar.
Tudo bem se esse é o ganha pão dele. Mas tem coisa que só a genialidade de Zé é capaz de criar. Para passar o rejunte no piso, foi preciso utilizar algo macio e resistente. Lá nos EUA também se passa rejunte no piso, então eles utilizam uma espátula de carbono e silicone que custa em torno de $ 35,00... Ah! lá também tem os Josephs, a diferença é que eles não se chamam Zés, chamam-se Joe´s. O nosso humilde Zé não tendo acesso a tal espátula, utilizou uma das sandálias hawaianas para dar cabo da tarefa - detalhe: um par de havaianas não custam nem 1/2 $ 35,00.
Viram a coisa especial dos nossos Zés? Não tem Joes que dêm conta da genialidade, adaptabilidade e determinação.
Definição de "Zé": Diminutivo, apelido ou corruptela do nome hebreu adaptado ao português como José; Apesar de exisitirem Josés em todo lugar onde se fala a língua portuguesa, essa forma em especial só é encontrada no Brasil. Crianças chamadas José, podem ser chamadas de Zezé ou Zézinho. Há quem as chamem de Zéca mas opiniões divergem nesse caso por entenderem que o nome Zéca só pode ser dado ao José que tiver o seu nome acrescido de "Carlos". Essa prática de se chamar os Josés Carlos de Zéca, tomou força nos meados da década de 60, época que o movimento da jovem guarda encabeçada pelo Roberto Carlos, cantor popular, teve maior destaque na mídia brasileira. Meninos nascidos em ambiente urbano tendem a ser chamados de Zezé enquanto que os nascidos no ambiente rural são chamadas de Zézinho. De qualquer forma, acredita-se que é a adoção do apelido que faz vingar no ser a capacidade inerentes aos Zés, pois o mesmo não é identificado aos Josés que não são conhecidos por Zés....
Zé, Zezé, Zequinha, Zézinho, Zéca... não importa, o que importa é que esses caras são geniais! Dão conta de muita coisa que Joãos, Antonios, Manoeis, Joaquins, Daniéis... sequer conseguem entender.

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