quinta-feira, 10 de julho de 2008

Mulheres da minha vida

Data Estelar 19122006-2
"Estamos orbitando o planeta Vênus do sistema solar terrestre. Prontos para descer ao planeta, iremos complementar as pesquisas psico-quimicas acerca da dependência masculina perante as mulheres."

Pois bem, desde que eu nascí e até completar 7 meses fui amamentado pela minha mãe. Penso que ela foi a primeira mulher da minha vida...
Logo descobrí que não seria a única. Minha avó materna com aquele jeitão prático de descendentes italianos calabreses (acho que também sicilianos, pois um dos sobrenomes "bisavosos" era Palermo) que ilustrou a minha infância até os 5 anos de idade, se apresentou... a avó paterna também, mas como era uma mulher portuguesa, com certeza (ficou ruim, né?) eu é que entrei na vida dela.
Daí nasceu a minha irmã do meio. E, antes que nascesse a irmã caçula, conhecí mais algumas mulheres... as tias do jardim da infância, as tias da família, as primas mais velhas e algumas mais novas também... enfim, era mulher pra caramba!
Crescí com o contato feminino, meu pai me salvou de ser um boiola (graças a Deus! risos) por ser o principal modelo masculino na minha vida no "seio" das mulheres.
E por falar em seio, que sem-vergonhadamente vou acrescentar daqui por diante um "s" a mais, são bamboleantes ou presos (quase sufocados!), as vezes atrevidos e outras determinados, sempre presentes e era pra eles que primeiro olhava quando via alguma beldade andando em minha direção. Entrei querendo (muito) na "fase dos seios"... vixe! isso para mim -sem considerar a dependência lactante da minha terna infância - era o que fazia a diferença! Sim, claro de depois dava uma olhada no conjunto (principalmente bunda e pernas), mas a parte de cima era para onde meus irriquietos olhavam, impreterivelmente.
As primeiras namoradinhas e a minha mão boba... depois foi a cara boba e aí... ok, vou poupá-los dos detalhes sórdidos.
Da idade do ferro (adolescente só leva ferro mesmo) veio a do bronze... elegante né? Que nada. Bronze é sempre o que os terceiros lugares levam. O que eu queria mesmo era o ouro. Mas aí caiu a ficha pragmática: "sempre, o que queremos, nunca é fácil".
Bem, pintou mais uma mulher na minha vida... essa eu amei demais. Amei tanto que depois, para parar de amá-la foi doloroso e difícil. Pois com essa mulher eu aprendí a conhecer o corpo delas e se deliciar com cada curva, cada detalhe, cada suspiro, cada cheiro, cada sabor... aprendí também a reconhecer os sinais, o que lhes faz sentido, o que lhes aborrecem, o que lhes deixam inseguras, o que procuram num homeme o que desprezam também.
Depois conhecí outra mulher que me ajuda a organizar a minha vida até hoje... a minha terapeuta... Tá bom, faço terapia sim, e daí?
Outro dia topei com um blog muito legal, com um texto inteligente e sagaz, a Kátia Gomes acertou na mosca quando definiu o que uma mulher espera de um homem, definindo com exatidão a coisa "atitude".
Irrepreensível, o texto falou e disse. Só que eu fiquei a pensar numa coisa: "Sempre nos dizem que devemos fazer por merecer a mulher que amamos. Será que dizem o mesmo pra elas no que diz respeito a nós?"
Não tem jeito! Elas estiveram, estão e estarão em minha vida.
E agora? Uma miudinha, lindinha, de olhinhos azuis, com as mãozinhas estendidas pedindo colinho... papapaiêêê... pode?
"...vela de acender, vela de navegar, eu acendí e ela jogou no mar... é ela que me dá asas, é ela que me dá forças, ela me dá aqui ou em qualquer lugar!" Grande, Jorge.

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