"Diário do Capitão - Voltamos à doca estelar. Há reparos urgentes para fazermos, recebermos os suplentes daqueles que não voltaram concosco, ajustes nos sisitemas e abastecimento do armamento da nave. Enquanto isso acontece, entregarei os meus relatórios e prestarei esclarecimentos ao comando da frota..."
Sabe aqueles dias que o relógio marca as horas do planeta saturno e não da terra? Ou melhor, quando se tem a impressão de que o tempo perde o significado e ao invés de números das horas o mostrador indica o quanto de atraso?
O gozado é que corro então para reorganizar a rotina. Descubro que o tal relógio maluco foi bonzinho comigo. Na verdade, tudo muda o tempo todo, menos o ponto de vista que tenho. Assim, ou dou conta de ficar revendo tudo o tempo todo ou desisto e sigo adiante do jeito que der.
Não me incomodo mais com o que passou. Não faz sentido. O que passou deixou a lição que só vai se repetir se eu não tiver aprendido ela. O que me importa é com o que vem pela frente. Assim, a pergunta chave é: "Quanto tempo me resta?" No fundo, queria muito ter aquela bola de cristal mas vou ter de acordar daqui a pouco e viver a realidade. Outro dia na terapia ouvi exemplo de como as pessoas vivem - por favor, se isso que vou contar agora lhe fizer sentido, não procure um terapeuta, ok? - Era parte de uma preleção que um pastor fazia durante um culto fúnebre e disse mais ou menos assim... "porque será que o ser humano sempre teima em ir na direção oposta do que se quer atingir?" (tudo bem se mesmo assim você ainda quiser procurar um terapeuta).
Talvez a resposta dessa pergunta seja também a explicação do sentido da vida - sentido como direção, mesmo. Confuso este post? Bem, daqui a pouco eu acordo, tchau.


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